22 de julho de 2026 # foto: Ascom

Equipamento integra a Rede de Atenção Psicossocial de Fortaleza e oferece acolhimento temporário para pessoas em tratamento por uso de álcool e outras drogas

“Estamos entregando esta unidade de acolhimento totalmente requalificada, dentro de um complexo de saúde que reúne posto de saúde, Caps AD, unidade de acolhimento, residência terapêutica e box de zoonoses. Somente nesta unidade foram investidos R$ 370 mil”, destacou Evandro Leitão (Fotos: Beatriz Boblitz)

A Prefeitura de Fortaleza entregou, nesta terça-feira (21/07), a requalificação da Unidade de Acolhimento (UA) Dr. Marcus Vinícius Ponte de Souza, localizada no bairro Cidade 2000. O equipamento integra a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do Município e recebeu investimento de R$ 370 mil em obras executadas pela Coordenadoria Especial de Apoio à Governança das Regionais (Cegor).

“Estamos entregando esta unidade de acolhimento totalmente requalificada, dentro de um complexo de saúde que reúne posto de saúde, Caps AD, unidade de acolhimento, residência terapêutica e box de zoonoses. Somente nesta unidade foram investidos R$ 370 mil, e ainda teremos outros equipamentos para entregar, como parte da reestruturação da Saúde de Fortaleza. Isso é respeito com as pessoas, é humanização do serviço e é cuidado com quem mais precisa”, afirmou o prefeito Evandro Leitão.

A intervenção contemplou a estruturação de nova fachada, pintura, revisão das instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, implantação de piso tátil e troca de esquadrias, garantindo mais conforto, acessibilidade e segurança para usuários e profissionais.

Esta é a primeira Unidade de Acolhimento reformada e entregue pela atual gestão. Fortaleza conta atualmente com três UAs em funcionamento, sendo uma já requalificada e outras duas em processo de reforma. Desde o início da gestão, 120 pessoas foram atendidas nas unidades de acolhimento da cidade.

A secretária adjunta da Saúde, Aline Gouveia, destacou o papel da Unidade de Acolhimento na Rede de Atenção Psicossocial e a importância do serviço para o processo de recuperação dos usuários.

“O usuário é acompanhado inicialmente pela Atenção Primária e pelos Caps, e, quando necessário, pode ser encaminhado para a Unidade de Acolhimento, onde recebe cuidado e acompanhamento em um ambiente residencial temporário. Aqui, a pessoa pode permanecer por até seis meses, fortalecendo seu processo de recuperação, reconstruindo vínculos familiares e ampliando as possibilidades de reinserção social”.

Segundo a gerente da Célula de Atenção à Saúde Mental (Ceasam), Núbia Caetano, o equipamento funciona como uma retaguarda para pessoas que enfrentam problemas de saúde mental relacionados ao uso de substâncias e que, muitas vezes, estão em situação de vulnerabilidade social, com conflitos familiares ou em condição de risco de vida.

“Além de uma moradia transitória, elas continuam sendo acompanhadas pelas equipes dos Caps. A proposta é garantir o cuidado em liberdade, estimulando a retomada da vida funcional, da convivência social e o fortalecimento dos vínculos familiares durante todo o processo de recuperação”, explicou Núbia Caetano.

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