19 de agosto de m 2026 # foto divulgação do facebook

As cortinas se fecham na Terra, mas a história continua: duas grandes estrelas agora brilham na morada espiritual
Há despedidas que parecem escritas com uma delicadeza que só o céu compreende. Em tão pouco tempo, Laura Cardoso e Glória Menezes deixaram o palco terreno, como se a vida tivesse reservado para duas gigantes da dramaturgia brasileira um último ato quase simultâneo.
Durante décadas, elas entraram em nossas casas sem pedir licença. Foram mães, avós, mulheres fortes, frágeis, apaixonadas, sofridas, inesquecíveis. Fizeram milhões sorrirem, chorarem e se reconhecerem em histórias que, embora fossem ficção, muitas vezes pareciam falar diretamente com a nossa vida.
A espiritualidade nos convida a enxergar a morte não como o apagar das luzes, mas como a mudança de cenário.
O corpo encerra sua participação, mas o espírito continua. A existência não termina quando os olhos se fecham. Ela apenas atravessa uma porta que nós ainda não conseguimos enxergar.
É impossível não imaginar esse encontro.
Laura chegando primeiro, sendo recebida por velhos amigos, livre do peso dos anos. E, logo depois, uma nova presença se aproximando. Glória chegando à verdadeira morada, talvez reencontrando afetos que a vida havia separado.
E entre esses reencontros, quem sabe estivesse Tarcísio Meira, esperando por aquela com quem dividiu quase uma existência inteira.
Aqui, nós choramos a despedida.
Lá, há abraços.
Aqui, sentimos falta.
Lá, existe reencontro.
Porque pessoas assim não desaparecem. Permanecem nas cenas, nas lembranças, nas famílias reunidas diante da televisão, nas frases que atravessaram gerações e, sobretudo, no amor que despertaram em quem nunca puderam conhecer pessoalmente.
Laura Cardoso e Glória Menezes saíram de cena quase juntas, mas estrelas verdadeiras não deixam de brilhar quando as cortinas se fecham.
Elas apenas passam a iluminar outro palco.
E talvez, na eternidade, o espetáculo esteja apenas começando.
oacontece.com.br/via D E








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