23 de janeiro de 2026
Nos últimos meses, diversas cidades brasileiras têm registrado um movimento curioso: mulheres e homens acima dos 50 anos estão retomando o hábito da caminhada noturna. O motivo vai muito além da atividade física. Esse comportamento mistura busca por bem-estar, temperatura mais agradável, melhora da qualidade do sono e até uma rotina mais flexível para quem trabalha durante o dia ou cuida da casa e da família.
A caminhada sempre foi uma das atividades mais recomendadas para a saúde cardiovascular. Pesquisas da Harvard T.H. Chan School of Public Health mostram que 30 minutos por dia já reduzem o risco de doenças cardíacas, AVC e diabetes tipo 2. Mas à noite, o exercício ganha benefícios adicionais: o clima é mais ameno, o movimento das ruas diminui e o corpo libera tensões acumuladas ao longo do dia. Para quem deseja reduzir ansiedade e melhorar o humor, o impacto é ainda maior.
Outro fator que impulsiona essa tendência é o aumento do autocuidado na maturidade. Muitas pessoas de 50+, especialmente mulheres, perceberam que a caminhada noturna oferece um momento só delas — sem interrupções, sem pressa e sem a sensação de “mais uma obrigação”. É um ritual de desligamento do dia, que ajuda a regular o sono e estabilizar o cortisol, hormônio do estresse.
Há também quem aproveite esse horário para ouvir música, podcasts ou orações guiadas, transformando a caminhada em um momento de reflexão. Redes de vizinhança e grupos de caminhada em bairros também têm crescido, fortalecendo a sensação de segurança e pertencimento comunitário.
Mas alguns cuidados são importantes:
• Priorizar ruas iluminadas e movimentadas.
• Evitar levar celulares à vista.
• Usar roupas claras ou refletivas.
• Hidratar-se, mesmo com clima mais fresco.
• Avisar alguém do horário e do percurso.
Fontes: Harvard T.H. Chan School of Public Health; Mayo Clinic; Ministério da Saúde.

 

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